quarta-feira, 29 de abril de 2009

Novas espécies na Amazônia

Uma expedição de cientistas realizada este ano revelou novas espécies de animais na região do interflúvio dos rios Purus e Madeira, na região amazônica do Brasil. Segundo os especialistas, foram achados pelo menos quatro novas espécies de aves e uma nova de macaco.

Além disso, eles identificaram diversos tipos diferentes de insetos e plantas, que ainda estão sendo analisados para se descobrir se são espécies novas ou não.


Insetos em geral, como este homóptero, mostram uma grande diversidade, muitas vezes estranha e ainda pouco conhecida

"É muito cedo para saber quantas espécies novas nós encontramos", disse à BBC Brasil o biólogo Mario Cohn-Haft, do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (INPA), que liderou a expedição.

"O que nós sabemos de cara é que encontramos um macaco novo, que vai ser descrito como uma subespécie por uma tecnicalidade taxonômica, mas que pode também ser considerado uma espécie nova. Ele foi avistado com outro macaco, quase certamente uma espécie nova, mas cujos dados não foram coletados."

"Além disso, foram encontradas na região pelo menos quatro espécies novas de aves." Os cientistas divulgaram imagens feitas durante as duas expedições, realizadas em abril e julho deste ano. As imagens da nova subespécie de macaco não foram reveladas, pois devem ser divulgadas apenas após a publicação de artigos científicos.

Espera-se que a maioria dos opiliões e muitas das aranhas encontradas sejam espécies novas

Segundo Cohn-Haft, a região do interflúvio Purus-Madeira é uma área de grande biodiversidade dentro da Amazônia, pois possui diversos tipos diferentes de ambientes - desde florestas, campos naturais não-florestais e regiões de bambus.

"Essa heterogeneidade (de ambientes) leva a uma biodiversidade muito grande, porque cada ambiente tem espécies novas. Além disso, há poucos estudos anteriores. É uma parte da Amazônia quase inexplorada."

O Projeto Geoma que promoveu as expedições é formado por entidades científicas de diversas áreas diferentes, entre elas o Inpa, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG).

Além do financiamento do ministério de Ciência e Tecnologia do governo brasileiro, através da rede Geoma, os cientistas também fizeram parceria com a Petrobras, que cedeu um helicóptero para uso do projeto.

Os cientistas planejam voltar para a região, mas ainda não organizaram uma nova expedição.

Fonte: BBC Brasil

 

 

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Projeto do governo. Possível?

Hoje li uma reportagem, já antiga, dizendo que o governo tem um novo plano chamado de:
'Plano nacional de mudanças climaticas'
Neste plano o governo tem como principal meta fazer uma reduçao progressiva no desmatamento da Amazonia nos próximos 10 anos, ou seja, entre 1996 e 2005 foram desmatados mais de 19.000 km² de area verde, a primeira etapa do projeto já começou, é a etapa de diminuir 40% do desmatamento, para isso ser possivel em 2009 o Brasil 'teria' que bater seu 'recorde' e ter o menor desmata mento anual de toda a história, o que seria de no máximo 9200 km², oque na minha opinião já é muito, vamos acompanhar para ver se isso vai realmente ser possivel.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Reflexão

Sabe. . .
toda vez que penso em Amazonia não consigo lembrar das coisas boas que ela possui, lembro somente que o Brasil está perdendo a melhor coisa que possue, mas infelizmente as pessoas que mais deviam se importar com isso, que são aqueles que nos representam, que representam a nossa imagem para o mundo, essas pessoas só se importam com o dinheiro que está entrando em seus bolsos, ai então acontece esse absurdo de serem desmatadas somente no Brasil 43 árvores por segundo.
Você já parou para pensar como seria o Brasil sem a Amazonia?

Isso aqui te ajuda a imaginar?



Irreconhecível não?
Infelizmente é isso que estamos fazendo com o nosso país. . .
o país mais rico em vegetação em breve virará isso.
mas o mundo deixa isso de lado e continua sem se importar. . . O que será que está faltando na cabeça destas pessoas, o Brasil vai precisar ficar assim para elas começarem a se importar?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

De frente para usinas nucleares de Angra, Greenpeace reafirma: futuro é renovável!

Angra dos Reis (RJ) — Com a participação do Arctic Sunrise, quatro turbinas eólicas flutuantes foram colocadas em frente aos reatores de Angra 1 e 2. Foi a última atividade da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora

Quatro turbinas eólicas, de três metros de altura cada, flutuaram nesta terça-feira em frente às usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em protesto realizado pelo Greenpeace para questionar os investimentos do governo federal na retomada do programa nuclear brasileiro em detrimento do grande potencial eólico do país.

O governo brasileiro já deu sinal verde para a construção da terceira usina nuclear do país, Angra 3, que deverá consumir mais de R$ 9 bilhões de recursos públicos e agravar o problema do lixo radioativo, que continua sem solução - aqui, ali, em todo o lugar. Um investimento alto numa fonte energética que já se mostrou cara, insegura e ineficiente, e que acaba desviando recursos de fontes renováveis de energia, como a eólica. Pelos cálculos do Greenpeace, um parque eólico com o dobro da capacidade de Angra 3 (1.350 megawatts) poderia ser construído em apenas dois anos como mesmo valor destinado à usina.

"Em plena crise climática e financeira, investir em fontes renováveis pode ajudar a combater o aquecimento global e ainda gerar milhares de empregos no país", afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace. "Seja do ponto de vista elétrico, econômico ou ambiental, o Brasil não precisa de energia nuclear."

Segundo Rebeca, o Brasil precisa de uma lei nacional de renováveis para viabilizar o crescimento desse mercado no país. "Existem projetos em tramitação no Congresso que podem viabilizar a segurança elétrica brasileira a partir de fontes como a eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas", disse Rebeca.


Fonte:www.greenpeace.org.br

De frente para usinas nucleares de Angra, Greenpeace reafirma: futuro é renovável!

Angra dos Reis (RJ) — Com a participação do Arctic Sunrise, quatro turbinas eólicas flutuantes foram colocadas em frente aos reatores de Angra 1 e 2. Foi a última atividade da expedição Salvar o Planeta. É Agora ou Agora

Quatro turbinas eólicas, de três metros de altura cada, flutuaram nesta terça-feira em frente às usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em protesto realizado pelo Greenpeace para questionar os investimentos do governo federal na retomada do programa nuclear brasileiro em detrimento do grande potencial eólico do país.

O governo brasileiro já deu sinal verde para a construção da terceira usina nuclear do país, Angra 3, que deverá consumir mais de R$ 9 bilhões de recursos públicos e agravar o problema do lixo radioativo, que continua sem solução - aqui, ali, em todo o lugar. Um investimento alto numa fonte energética que já se mostrou cara, insegura e ineficiente, e que acaba desviando recursos de fontes renováveis de energia, como a eólica. Pelos cálculos do Greenpeace, um parque eólico com o dobro da capacidade de Angra 3 (1.350 megawatts) poderia ser construído em apenas dois anos como mesmo valor destinado à usina.

"Em plena crise climática e financeira, investir em fontes renováveis pode ajudar a combater o aquecimento global e ainda gerar milhares de empregos no país", afirma Rebeca Lerer, coordenadora da campanha de Energia do Greenpeace. "Seja do ponto de vista elétrico, econômico ou ambiental, o Brasil não precisa de energia nuclear."

Segundo Rebeca, o Brasil precisa de uma lei nacional de renováveis para viabilizar o crescimento desse mercado no país. "Existem projetos em tramitação no Congresso que podem viabilizar a segurança elétrica brasileira a partir de fontes como a eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas", disse Rebeca.


Fonte:www.greenpeace.org.br

Índice de desmatamento na Amazônia surpreende presidente do Ibama

O presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Marcus Barros, disse ter sido surpreendido com o crescimento de 6% do desmatamento da Amazônia em um ano, apurado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Acrescentou que o índice esperado para o biênio 2003/2004 era de 2%.

"Estávamos lutando para isso, mas temos noção de que as medidas que adotamos não se consolidaram todas. Elas ainda não estão casadas para ter os resultados que esperamos e assim diminuir mais expressivamente o desmatamento", afirmou.

Além do Plano de Combate ao Desmatamento, iniciado ano passado, uma outra iniciativa para evitar a devastação da Amazônia aguarda aprovação do Congresso Nacional. É o Projeto de Lei Geral sobre Gestão de Florestas, que prevê a concessão de até 13 milhões de hectares de florestas na Amazônia para uso sustentável nos próximos dez anos.

No entanto, para Jean Pierre Leroy, relator de Direitos Humanos e Meio Ambiente da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Culturais (Dhesc), não há garantias de que as empresas farão uma gestão sustentável da floresta. E há dúvida sobre a possibilidade comercial desse tipo de estratégia a longo prazo: "Se não funcionar, as empresas vão abandonar o projeto, deixando tudo para trás".

Em cinco dos nove estados que compõem a Amazônia – Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – foi registrada redução no tamanho das áreas desmatadas. Em Tocantins, a destruição caiu 44%; no Amazonas, 39%; no Maranhão, 26%; no Acre, 18%; e no Pará, 2%. Já o estado de Mato Grosso foi responsável por quase metade do desmatamento total na Amazônia.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

SOS Mata Atlântica participa de mostra na Ecofit




A Ecofit Club realiza no dia 23 de março, das 8 às 21 horas, uma feira com soluções sustentáveis. O evento acontece no living da academia e reúne mais de 20 organizações que, assim como a academia, assumem posturas ecologicamente responsáveis e mantém um trabalho que visa minimizar os impactos ambientais.

“A Mostra de Práticas e Tecnologias Ecoeficientes pretende alertar as pessoas e empresas sobre os benefícios da adoção de medidas empresariais sustentáveis, além de novidades no assunto. A preocupação com o meio-ambiente acompanha a Ecofit desde a concepção do projeto e queremos propagá-la para outras organizações”, declara Antônio Gandra, sócio da Ecofit.

Greenpeace Brasil, SOS Mata Atlântica e WWF Brasil são algumas das ONG´s confirmadas. Além de Patrícia Totaro Arquitetura de Resultados, Sicclo Ecodesign e Supergreen Ecomateriais, e outras empresas que desenvolvem produtos e tecnologias visando o bem do planeta.

Entre as práticas e tecnologias alternativas apresentadas destacam-se o aquecimento solar; a energia fotovoltáica, obtida por meio da conversão da luz solar em eletricidade; as lâmpadas LED (caracterizadas por sua alta durabilidade aliada ao seu baixo consumo energético) e a neutralização de carbono. Alimentos orgânicos e reciclagem também estarão em pauta.

O evento é gratuito e para efetuar as inscrições os interessados devem enviar e-mail para cadastro@ecofit.com.br. Concorrerá a prêmios quem se cadastrar até 20 de março ou comparecer ao evento a pé ou de bicicleta.

São Paulo (SP), Brasil — Líderes do G-20 ignoram solenemente a crise climática mundial


O resultado do encontro do G20, que reuniu hoje (2/4) em Londres, líderes dos países desenvolvidos e em desenvolvimento, deixou claro que não existe vontade política por parte da maioria dos governos para resolver as questões ambientais e promover o desenvolvimento sem comprometer o futuro do planeta. Em contrapartida, foi anunciado que bilhões de dólares serão injetados em um sistema econômico em ruínas. Os líderes do G-20 perderam, assim, a oportunidade ímpar de garantir a estabilidade ambiental do planeta.

"Os maiores emissores de gases de efeito estufa no mundo falharam ao não assumir o compromisso de construir um novo modelo econômico sustentável e eliminar suas emissões. Bilhões de dólares serão destinados ao FMI e ao Banco Mundial, mas não há dinheiro para o desenvolvimento de uma economia verde, com investimentos em serviços e tecnologias com emissão zero de gases de efeito estufa”, afirma Marcelo Furtado, diretor executivo do Greenpeace no Brasil.

É evidente o forte vínculo entre a economia e a sobrevivência do clima do planeta. A crise climática aumenta a probabilidade de migrações em massa, fome e extinções, o que resultará em quadros de pobreza permanentes dos países em desenvolvimento e numa diminuição do crescimento das principais economias globais.

Para o Greenpeace, os países ricos do G20 deveriam se comprometer a direcionar pelo menos 1% do seu PIB para o combate às mudanças climáticas. Em contrapartida, os demais se comprometeriam a acabar com suas emissões de carbono e investir em um futuro energético renovável.

No longo prazo, a economia só irá se recuperar se houver um combate às mudanças climáticas. Se os líderes não tomarem uma atitude urgente ainda este ano, os impactos das mudanças climáticas vão custar mais de 20% do PIB, incluindo as mortes e espécies em extinção de acordo com Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial. O valor é maior do que o registrado durante a Grande Crise Econômica e as duas Guerras Mundiais juntas.“A crise climática é tão real quanto a crise econômica e certamente será muito mais longa. Não há tempo a perder. Salvar o Planeta é agora ou agora.”, diz Furtado.

O Brasil como quarto maior emissor do planeta tem um importante papel nesta história: tem que zerar seu desmatamento e fazer uma revolução energética com energias renováveis. Como parte dos esforços do Greenpeace para exigir dos governos ações concretas e urgentes, ontem (1/4), no Rio de Janeiro, ativistas penduraram uma faixa, na Ponte Rio-Niterói, de 50m x 30m, com a mensagem: “Líderes mundiais: o clima e as pessoas em primeiro lugar”.


obs:informaçoes retiradas do site: www.greenpeace.org